Perdão, por que não? ...um guia prático para descomplicar o perdão.

Livro: Perdão, por que não? - Edição 3.0 📚 Autor: Heitor Nickel (@heitornickel) ⏱️ 40 min de leitura

Guia de Cores

Fundamentos
Alertas
Entendimento
Consequências Boas
O que não é
Consequências Ruins
Prática

(1) Intro

Ensinar é um dos meus prazeres e, com o interesse de ajudar alguém a aprender como perdoar, resolvi perguntar ao próprio Deus como isso funcionava; afinal, ninguém melhor do que Ele entende esse assunto.

(2) Respeitando o momento, uma lição completa

A cozinha é um lugar necessário a todos e, no meu caso, também um lugar de diversão. Em meio a muitas outras peculiaridades do cozinhar, as habilidades com o fogo, o calor e as lâminas afiadas dão um tom lúdico à tarefa de produzir algo que satisfará nosso estômago.

Como não podia ser diferente, nosso maior inimigo é o descuido; por menor que seja, ele pode nos causar danos capazes de comprometer todo o prazer desses momentos que ali passamos. Fatiar batatas não demanda grandes habilidades, e acho que justamente por isso naquela tarde eu o fazia com uma certa displicência. O descuido numa fração de segundo e lá estava o meu dedo com um corte relativamente profundo e o meu almoço comprometido.

Imediatamente tratei de estancar o sangue e de fazer um curativo, mas, por mais que eu soubesse lidar com essa situação, tive que respeitar a fragilidade do dedo que, além de ferido, tinha agora um incômodo curativo. Meu almoço saiu mais tarde. Prepará-lo foi mais demorado pois eu tinha que fazer as coisas com cuidado para não me ferir mais; além de um pouco de dor, ainda tinha que me acostumar a pegar as coisas com aquele incômodo curativo. Tive que desistir de lavar a roupa programada para logo depois do almoço e digitar também era algo incômodo. Um simples corte no dedo atrapalhou minha rotina por vários dias.

Devido aos cuidados imediatos, o processo de cicatrização foi rápido, mas o ritmo era natural e, se eu não respeitasse isso e tentasse forçar algo, provavelmente provocaria a abertura do ferimento e retardaria sua cicatrização. Hoje, alguns dias depois, vejo que meu dedo não tem "nem marca" do que me incomodou por vários dias.

Esse acontecimento tem todos os ingredientes para se entender o perdão: o descuido, o ferimento, a necessidade do curativo, a decisão de tratar (exatamente o perdão), o início do tratamento, os cuidados em função da fragilidade, a rotina compro-metida pelo ferimento e também pelos cuidados, o tempo atuando como remédio em função da naturalidade do processo de cicatrização e a cicatrização completa.

Parece complicado mas é muito simples. As coisas acontecem numa sequência fácil de ser entendida e cada fase tem seu valor; reconhecê-las nos dará condições de estabelecer o equilíbrio necessário à nossa vida. O perdão é simples, fácil, prático e seus resultados são extremamente positivos.

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(3) Precisamos do perdão de Deus

"Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça" (Isaías 59:2)


"Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus"

(Romanos 3:23)


Deus, em sua infinita misericórdia criou uma condição para nos livrar das consequências dos nossos pecados; Ele enviou Jesus para remissão dos nossos pecados. O mecanismo utilizado para isso é muito simples: primeiro nos arrependemos do mal que fizemos, em seguida o confessamos a Deus e Ele nos perdoa. Há, porém, algumas situações mencionadas em Mateus 6 que podem impedir Deus de nos perdoar, pois Deus não pode ir contra sua própria palavra. Veja a seguir...

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(4) Deus faz aquilo que pedimos

Quando Jesus nos deu a base da oração, em Mateus 6, muito conhecida como o "Pai Nosso", no verso 12, nos ensinou o seguinte: "...e perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores...".

Muitas pessoas repetem exatamente o que diz o texto sem pensar em suas conseqüências; e isso, muitas vezes, significa pedir a Deus que não nos perdoe pelos nossos pecados. Mas como? A expressão do verso 12 significa exatamente: perdoe os meus pecados da mesma forma que eu perdoo aqueles que têm feito algo contra mim. Sendo assim, se temos o hábito de perdoar tudo, estamos pedindo a Deus que nos perdoe por tudo, se perdoamos pela metade, estamos pedindo que Deus nos perdoe pela metade e, se não perdoamos nada, estamos pedindo que Deus não nos perdoe.

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(5) Se não perdoamos as pessoas, Deus também não nos perdoa

Como se não bastasse o fato de nós mesmos pedirmos errado, Jesus, pela importância que dava ao assunto, voltou a ele logo após o "Amém" do "Pai Nosso". Nos versos 14 e 15 de Mateus 6 Ele afirma o seguinte: "Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas."

Não há necessidade de explicarmos nada, o texto é muito claro e foi dito por Jesus, ou seja, o próprio Deus. E Deus não torna atrás. O que disse há de se cumprir.

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(6) É mais importante perdoar as pessoas do que receber o perdão delas

Desde pequenos aprendemos a importância de se pedir perdão ou desculpas pelo que fazemos de errado, isso nos faz educados. Mas, de todos os textos que li, de tudo o que pesquisei e de todas as pessoas que questionei, entre elas alguns líderes religiosos, pude perceber que a Bíblia menciona poucas vezes o "pedir perdão", mas cita de diversas formas o "perdoar"; entre elas a que mais me preocupou foi Mateus 6:15, me fazendo parar este estudo por mais ou menos duas semanas especificamente para rever minha vida e perdoar a todos.

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(7) Perdão é o início de uma mudança de valores

Os valores da vida que aprendemos desde o nascimento determinam as nossas reações diante das mais diversas situações; dentre eles, sempre aprendemos alguns, de maneira errada, capazes de prejudicar o nosso relacionamento com as pessoas. Coisas sem importância a que damos valores muito altos acabam por causar em nós a mágoa, o rancor, o receio ou o medo.

Com o tempo e o decorrer dos fatos, somos capazes de identificar e corrigir essas falhas na formação de nosso caráter; aquilo que normalmente nos fere precisamos diminuir seu valor até o ponto em que não nos fira mais, o ponto da assimilação. Isso é possível com treinamento e o melhor treinamento é o próprio perdão.

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(8) Uma mudança só acontece depois da decisão

O exemplo que vamos usar aqui é o da mudança de uma casa para outra: somente depois de decidir mudar é que se vai consultar as finanças, definir a região, consultar imobiliárias, escolher a casa, procurar o fiador, preparar os papéis, contratar a mudança, desmontar os móveis, jogar alguns fora, comprar alguns novos, carregar o caminhão, ir para a nova casa, descarregar o caminhão, montar os móveis, limpar tudo, acertar os últimos detalhes e pronto! Sentar-se no sofá parece ser a última etapa, porém há um detalhe importante: agora começa a fase de adaptação à nova casa; alguns hábitos vão mudar pelo simples fato de a casa ser nova e, depois de algum tempo, poderemos dizer que se adaptou à nova casa, o que determina a real mudança.
Assim como qualquer mudança, o perdão funciona da mesma forma. Ele é exatamente a decisão, o primeiro passo para uma mudança; nesse caso, agora, uma mudança de valores que vai determinar a maneira como encara os fatos e as pessoas, uma mudança que faz levantar a cabeça e que treina você a assimilar os golpes que recebe na vida. Uma mudança que faz entender as pessoas e os seus defeitos e que faz atentar muito mais para as suas qualidades. Tudo isso só acontece depois da decisão. Tudo isso só acontece depois do perdão.

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(9) Perdão é...

Perdão é, exatamente, a decisão de transformar algo que nos feriu em nada ou, no máximo, em um exercício de fortalecimento das nossas reações.

Mesmo que ainda não entenda a questão, repita isso em pensamento:

Eu declaro, agora, perdoadas
todas as pessoas
por todas as coisas
feitas contra mim;
quer eu saiba ou não;
quer tenha sido de propósito ou sem querer;
quer tenha sido grave ou leve.

Tenha a certeza de que barreiras estão caindo agora e, se você percebeu alguma, não se esforce para reerguê-la; logo você perceberá o grande poder dessa declaração e desfrutará dos seus benefícios.

Declare isso de tempos em tempos para o seu íntimo; além de promover uma limpeza importante, fará com que ele se fortaleça.

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(10) Decepções x Expectativas

Grande parte das nossas decepções são em função da nossa própria expectativa com relação às pessoas.

Já parou para pensar que as pessoas que mais nos decepcionam são aquelas que estão à nossa volta? Sim! Pais, irmãos, parentes, amigos íntimos, cônjuges, professores, patrões e até o cachorro; é incrível como "eles" são capazes de nos decepcionar!

Mas, por que será?

Sugiro uma análise por outro ângulo: nossa expectativa em relação às pessoas que nos cercam nunca é de que elas vão errar. Parece, muitas vezes, que são perfeitos e, especialmente, as pessoas de quem aprendemos algo, como nossos pais ou professores, chegam a parecer extraterrestres de tão perfeitos.

Jamais eles poderiam errar...

...Mas não é assim, eles são seres humanos normais, de natureza pecaminosa e passíveis de erro.

Como se isso não bastasse, nós também temos expectativas em relação às ações e reações das pessoas. Beijos, abraços, carinho, elogios, agradecimentos, flores, cartões, telefonemas, convites, atenção. Quem não gosta dessas coisas? É natural que se goste disso. E é natural que se espere de alguém. Porém, se a nossa expectativa não for correspondida, certamente virá a decepção.

Temos que tomar cuidado; nem sempre as pessoas agem como gostaríamos, e grandes expectativas podem gerar grandes decepções; às vezes suficientes para nos impedir de perceber que as ações e reações das pessoas são tão naturais quanto elas.

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(11) Não perdoamos alguém pelo que é

Não perdoamos alguém pelo que é e nem pelo que faz, mas sim pelo que fez.

Se conseguirmos entender essa questão, todas as outras que surgirão serão respondidas e entendidas com facilidade.

Suponhamos que uma pessoa, pela natureza pecaminosa que tem, seja má. Por piores que sejam as suas ações, se elas não nos atingirem, nunca precisaremos perdoá-la. Porém, se alguma dessas ações nos atingir negativamente, precisaremos então perdoá-la.

Note que só precisamos perdoar depois que uma ação nos atingiu. Logo, precisamos perdoar pelo que foi feito e não pela índole da pessoa.

Usando o ladrão como exemplo, não precisamos perdoá-lo por ele ser ladrão, nem pelos roubos que ele comete; só precisamos perdoar um ladrão se ele nos roubou.

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(12) Brincadeira fora de hora

Quem brinca, normalmente o faz com a intenção de agradar; no entanto, não é incomum vermos pessoas incomodadas com essas brincadeiras; seja pelo teor, pela intensidade ou, muitas vezes, pelo momento. Isso mesmo! Uma brincadeira é capaz de criar uma nuvem negra no relacionameto.

Além disso, se procurarmos os motivos que levam alguém a ficar magoado, encontraremos um pacote muito grande de bobeiras que, se as pessoas quisessem, poderiam perfeitamente deixar passar. Coisas como "passou por mim e não me cumprimentou", "fez que não me viu" ou "fez de propósito" normalmente são conclusões precipitadas de situações que muitas vezes nem querem significar nada.

Por falta de cuidado, muitas vezes nos colocamos em situações que desagradam as pessoas e, nesse caso, há dois lados a serem observados e corrigidos: primeiro, o de quem involuntariamente desagrada as pessoas; esse precisa treinar de tal forma que elimine seus maus hábitos, como o da falta de atenção, o do tapa nas costas, o da correção em público e outros. Evitando esses maus hábitos também se evitará irritar as pessoas; segundo, o lado daquele que, por qualquer coisinha se magoa ou irrita. Nesse caso, é necessário treinar para não se irritar com tanta facilidade.

Há algum tempo, antes de aprender essas coisas, eu me irritava com pessoas que comiam de boca aberta ou que fizessem qualquer barulho enquanto comiam, mesmo que esse barulho acontecesse com a boca fechada. Não precisava muito para eu começar a olhar feio para a pessoa que, muitas vezes, nem sabia o que estava acontecendo. Em outras situações, acontece a mesma coisa; as pessoas agem dentro da naturalidade e nós, que ficamos irritados, queremos que as pessoas mudem, que fechem a boca ou parem de fazer barulho e não nos irritem mais; porém, nesse caso, a mudança precisa acontecer em nós e não nas pessoas. Eu, por exemplo, não deixei de detestar que as pessoas comam de boca aberta, isso continua sendo um mau hábito, mas eu não me irrito mais por causa disso.*

Talvez você queira saber como eu consegui essa mudança: no começo foi difícil, primeiro eu tive que tomar a decisão de não me irritar mais com isso, até aí foi só uma questão de conscientização, eu não podia e nem queria me irritar; daí pra frente, quando eu ouvia aquele barulho de mastigação, vinha a vontade de mandar que a pessoa fechasse a boca, mas imediatamente minha mente me acusava e eu conseguia me controlar. Conforme o tempo foi passando, a ideia de que eu estava mudando foi se fortalecendo e, aquilo que me irritava já não irrita mais. Foi um processo que levou algum tempo e que começou a partir do momento em que eu decidi que não podia e não ia mais me irritar com pouca coisa. É incrível, mas hoje, pode comer de boca aberta na minha frente, fazer barulho e até babar. Por mais feio que eu ache já não me irrito mais.

*Toda vez que leio esse texto me lembro que tenho recaídas; isso não é crime, mas pode chatear as pessoas.

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(13) É preciso distinguir perdoar de assimilar/suportar

Três coisas podem acontecer quando somos atingidos. Para ficar claro, vamos usar o exemplo de uma pedrada. Uma pedrada pode não doer, pode doer um pouco ou pode nos ferir. Qual dos casos merece curativo? Só o último, onde houve ferimento. É exatamente assim que acontece conosco. Somos bombardeados a todo instante pelas ações e reações das pessoas e, se qualquer coisinha nos ferir, gastaremos muito tempo de nossa vida cuidando dos ferimentos.

Com certeza você já ouviu falar de Mike Tyson e Evander Hollyfield. Antes de treinar, provavelmente apanharam do saco de areia. Hoje, suportam socos um do outro.

Não sei quanto a você, mas o menor dos socos que eles suportam com certeza me desmontaria.

Para ganhar uma luta, mais importante do que a potência dos seus socos talvez seja a capacidade de assimilar os socos potentes do adversário.

Quanto maior a capacidade de assimilação dos golpes, menor a chance de ser derrubado, menor a chance de se ferir. Voltando ao perdão, quanto maior a capacidade de assimilação dos golpes desferidos pelas ações e reações das pessoas, menor a chance de nos ferirmos; consequentemente, menor a necessidade de perdão.

"Perdoar é o melhor treinamento. Quanto mais assimilamos os golpes da vida, menos precisamos perdoar."

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(14) Quem treina não perde tempo com pequenos problemas

Depois que um lutador treina e alcança o status de campeão ele não volta mais a lutar com aqueles que não estão no mesmo nível dele, a não ser que tenha fracassado. Assim também nós, em relação ao perdão; se conseguirmos treinar ao ponto de assimilarmos grandes golpes será inadmissível que pequenos golpes nos derrubem.

Vale lembrar o Salmo 37:23-24:

"O SENHOR firma os passos do homem bom e no seu caminho se compraz; se cair, não ficará prostrado, porque o SENHOR o segura pela mão."

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(15) Podemos perdoar à distância e sem que as pessoas saibam

O perdão não é e nem depende de um acordo entre as pessoas envolvidas na situação. É uma decisão única e exclusiva de quem foi ferido ou ofendido. Por mais que uma pessoa implore pelo perdão de outra, ele só vai acontecer quando esta decidir positivamente. Saber ou não que se foi perdoado não é requisito para que o perdão aconteça de fato. Portanto, se você perdoou está perdoado e pronto.

Vamos refrescar a memória. Quem precisa de curativo, quem causou a ferida ou quem foi ferido? E o que acontece se não tratarmos a ferida?

Digamos que quem feriu tenha ido embora para bem longe e que dificilmente vá voltar. O que fazer? Tratar logo ou ficar esperando infeccionar a ferida?

O perdão é a decisão de tratar a ferida e não depende de quem feriu. Quanto antes se começar a tratar, mais cedo cicatrizará.

(leia o tópico 2 e relembre a ordem das coisas)

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(16) Podemos perdoar quem já morreu

O perdão não é e nem depende de um acordo entre as pessoas envolvidas na situação. É uma decisão única e exclusiva de quem foi ferido ou ofendido. Por mais que uma pessoa implore pelo perdão de outra, ele só vai acontecer quando esta decidir positivamente. Saber ou não que se foi perdoado não é requisito para que o perdão aconteça de fato. Portanto, se você perdoou está perdoado e pronto.

Vamos refrescar a memória. Quem precisa de curativo, quem causou a ferida ou quem foi ferido? E o que acontece se não tratarmos a ferida?

Digamos que quem feriu tenha ido embora para bem longe e que dificilmente vá voltar. O que fazer? Tratar logo ou ficar esperando infeccionar a ferida?

O perdão é a decisão de tratar a ferida e não depende de quem feriu. Quanto antes se começar a tratar, mais cedo cicatrizará.

(leia o tópico 2 e relembre a ordem das coisas)

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(17) Perdão não é uma solenidade

"• Decisão (sem ela ninguém faz nada); • agendamento; • convocação dos interessados; • momento de reflexão (os envolvidos precisam pensar no que fizeram e em suas reações); • identificação dos motivos; • declaração das culpas; • pagamento da dívida; • momento emotivo (todos choram e se abraçam); • declaração das obrigações; • momento da pancada na cabeça (todos devem esquecer); • saída solene de braços dados."

Não! Felizmente o perdão não é uma solenidade; e desse programa impossível, criado na cabeça de muitas pessoas, a única coisa necessária para que o perdão de fato aconteça é a decisão. Nem mesmo a declaração do capítulo 9 é necessária se a decisão acontecer.

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(18) Quem perdoa não precisa esquecer

Nossa memória existe para lembrarmos e não para esquecermos!

Dos erros que aprendemos sobre o perdão talvez esse seja o mais importante, pois, se aprendemos que quem perdoa esquece e a nossa mente trabalha no sentido de nos fazer lembrar, então, está formada a confusão, que precisa ficar clara em nossa mente. Quando queremos lembrar algum fato, data ou qualquer outra coisa, a melhor forma é utilizarmos uma associação. Logo, se associamos uma pessoa a um fato, mesmo que involuntariamente, isso provavelmente ficará gravado em nossa mente para sempre.

O que podemos e devemos fazer é alterar o valor do fato na nossa mente, minimizando os seus efeitos prejudiciais; ou seja, aquilo que nos incomodava passa, pelo nosso próprio esforço, a não nos incomodar mais.

Uma forma interessante de lidarmos com isso é, toda vez que lembrarmos do fato, relembrarmos que já perdoamos. Por mais grave que tenha sido, ao longo do tempo essa lembrança deixará de ser pesada.

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(19) Não se perdoa mais de uma vez a mesma coisa

É simples entender! O perdão de verdade acontece na primeira vez e não existe "desperdão".

Só precisamos perdoar de novo se houver uma nova "ofensa"; nesse caso, o perdão deve funcionar na proporção de um para cada ofensa.

O que muitas vezes nos confunde é a questão mencionada em Mateus 18:21 e 22 a respeito das "setenta vezes sete"; se alguém nos ofender várias vezes e da mesma forma, teremos que perdoar por todas as vezes, mesmo que isso se repita quatrocentos e oitenta e nove vezes. O texto é claro no propósito de nos mostrar que nós nunca teremos motivos para não perdoar.

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(20) Quando perdoamos assumimos o prejuízo

Curiosamente, entender isso será muito recompensador.

Imagine duas pessoas, uma que tenha $20 em sua própria conta e outra que tenha $1000; imagine também que alguém deva $10 a cada uma delas e esteja pedindo perdão da dívida às duas...

Qual delas perdoará mais facilmente?

A comparação nesse caso é a mais simples: se alguém nos deve algum dinheiro e perdoamos sua dívida, não poderemos mais cobrar esse dinheiro. Isso significa que assumimos o prejuízo.

Assim funciona com qualquer aspecto da nossa vida e, quando alguém faz algo contra nós, se perdoamos, assumimos o prejuízo. Daí a necessidade de revermos os valores da vida. Quanto mais desvalorizarmos os fatos que nos ferem, menor será o prejuízo;

e, quanto menor for o prejuízo, mais fácil será assumirmos.

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(21) As pessoas não deixam de errar porque as perdoamos

É natural que nós queiramos que as pessoas mudem e sejam melhores. Todas as pessoas querem ser melhores, mas nem sempre sabem como ou conseguem.

As coisas aqui funcionam como no exemplo da mudança de casa: primeiro tomamos a decisão, depois mudamos. Mas só podemos tomar decisões em relação a nós mesmos; jamais podemos decidir que o nosso vizinho vai mudar, nem nosso amigo, nem nosso inimigo. Só podemos decidir em relação a nós mesmos. Podemos, sim, influenciar as pessoas, e a melhor forma de influenciarmos alguém no que diz respeito a alguma mudança é termos nós mesmos uma boa experiência em relação a ela. Ou seja, cabe a nós perdoar e dar bom exemplo de que valeu a pena. Mas, volto a lembrar, o simples fato de termos perdoado não significa que a pessoa vai deixar de errar.

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(22) Quem perdoa se fortalece

Quem perdoa cria, imediatamente, condições para ajudar quem o está ofendendo

Quando perdoamos, quebramos barreiras importantes no nosso relacionamento com as pessoas.

Olhar nos olhos, estender a mão ou mesmo dar um abraço são quase impossíveis antes do perdão. A nuvem negra formada em nossa mente pela supervalorização dos fatos impede-nos de agir no sentido de resolver a situação. Quando perdoamos, essa nuvem é destruída, nos permite enxergar os motivos que levaram tal pessoa a agir contra nós, se foi voluntariamente ou não e até mesmo se nós mesmos não provocamos isso.

O bem-estar provocado pelo perdão nos dá condições para ajudar a resolver qualquer que seja o problema causado. Veja, porém, que resolver não é parte do perdão e sim consequência dele.

Você vê apenas o total.

(23) Perdoe todos agora mesmo. O lucro é seu!

O único capaz de lucrar com a falta de perdão e, consequentemente, com a desunião entre as pessoas nas famílias, nas igrejas e na sociedade em geral é o Diabo. Tudo que ele puder fazer contra esse momento, com certeza, ele vai fazer. Portanto, não se intimide,

"maior é o que está em nós do que o que está no mundo" ( I João 4:4),

chegou a hora de você perdoar.

Uma vez que o perdão está exatamente na decisão que tomamos de perdoar, a única coisa que você precisa fazer agora é decidir e pronto.

Perdoe sem distinção e sem exceção. Comece a lembrar das coisas que as pessoas fizeram e vá declarando: Está perdoado! Fulano está perdoado! Sicrano está perdoado! Gaste tempo com isso.

Comece a viver agora como quem perdoou, afinal, você perdoou! As mudanças começam a partir de agora.

Que Deus abençoe essa mudança na sua vida. Não deixe de testemunhar isso!

Você vê apenas o total.

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